terça-feira, 9 de junho de 2020

"A alma obedece às suas próprias leis e o corpo também às suas; eles se ajustam entre si graças à harmonia preestabelecida entre todas as substâncias, porque todas elas são representações de um só e mesmo universo. Isto exprime claramente a ideia de que o homem é um  microcosmo. As almas "em geral, diz Leibniz, são espelhos ou imagens vivas do universo das coisas criadas..." Ele as distingue, de um lado, dos espíritos que são "imagens da divindade" e "capazes de conhecer o sistema do universo e imitar uma parte dele através de modelos arquitetônicos, porque cada espírito é, por assim dizer, pequena divindade dentro do seu domínio"; e, do outro, dos corpos que agem "de acordo com as leis das causas eficientes ou dos movimentos", ao passo que as almas agem "de acordo com as leis das causas finais, através dos apetites, dos fins e dos meios. O estado mutável que envolve e representa uma pluralidade na unidade ou substância simples nada mais é do que aquilo a que chamamos de percepção." A "percepção" é o "estado interior da mônada que representa as coisas exteriores" e deve ser distinguido da apreensão consciente, porque a percepção é consciente.

Sincronicidade
C. G. Jung

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