O olhar é único.
O que eu vejo você pode nem perceber.
O que vemos está no nosso cérebro.
Em nosso coração.
Na alma.
Não discuto cores. O meu verde pode ser mais amarelo que o seu.
E o meu céu mais cinza que azul.
Mas todas as paixões vermelhas.
O ponto de vista é só meu.
E, talvez por isso, que cada um vê beleza naquilo que os olhos se identificam.
As coisas que acho belas, para você são tolas. Ou não têm tanto encanto assim.
As fotos que vejo e admiro. Suspiro. E você me pergunta onde foi que eu vi algo lindo ali.
Na minha cabeça. Na alma. Aqui dentro. Onde só meus olhos fazem a conexão.
Conexão desfocada.
Que torna tudo ainda mais belo.
Num primeiro momento eu posso imaginar.
No segundo, em foco, descobrir os detalhes.
O olhar estrangeiro. Infantil. Ingênuo.
Olhar que denuncia. Compromete. Entrega.
Que não mente. Que desmente o que a boca levianamente diz.
Que brilha ao te ver.
Que não se cansa de descobrir detalhes simples. Encantadores.
Que passaria horas admirando.
Que ainda tem muito para ver. Viver. E sonhar.
Em tempo: O olhar é a janela por onde a nossa alma conhece o mundo externo. E por onde o mundo externo vê a nossa alma.
sábado, 10 de outubro de 2009
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3 comentários:
Por isso, faço uso de óculos escuros. E de grau.
Filme mais que recomendado: "Janela da Alma"
Bonito e verdadeiro!
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